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Maior despesa das famílias brasileiras é com pagamento de juros aos bancos

Só em 2017, foram R$ 354,8 bilhões transferidos da renda dos trabalhadores para as instituições financeiras

Por: Redação ANDIF - Publicação: 25/07/2018
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Thinkstock/Getty Images

O pagamento de juros aos bancos é a maior despesa das famílias brasileiras, segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).

Só em 2017, foram R$ 354,8 bilhões transferidos da renda dos trabalhadores para as instituições financeiras, o que representa 17,9% de aumento real, ou seja, já descontada a inflação.

De acordo com o levantamento, o montante gasto pelas famílias com juros em 2017 superou os R$ 291,3 bilhões gastos com alimentação fora de casa, os R$ 154,3 bilhões dos gastos com transporte urbano e os R$ 129,9 bilhões pagos em aluguel.

Segundo a Fecomércio-SP, os gastos das famílias com juros devem continuar em alta, reforçado pela baixa concorrência bancária no Brasil. Diante do crédito escasso, bancos cobram quanto querem para emprestar, mesmo pagando menos para captar dinheiro, já que a taxa oficial de juro no Brasil, a Selic, está baixa. Em 2017, as despesas com juros absorveram 10,8% da renda das famílias, contra 9,5% no ano passado.

A inadimplência no Brasil, no entanto, está em queda: foi de 3,3% em maio, menos que os 4% registrados 12 meses atrás pelo Banco Central.

Já entre as empresas, os gastos com juros no ano passado foram de R$ 120,8 bilhões, queda de 3% - um indicativo da retração no ritmo da atividade econômica, que inibe a tomada do crédito.

Para ANDIF, bancos praticam agiotagem legalizada

Para o presidente da ANDIF, Donizét Piton,  o poder  público está acovardado frente aos bancos. “Precisamos urgentemente de uma legislação que delineia os limites que os bancos devem obedecer. Uma legislação que regre o setor e puna severamente os transgressores. O Brasil não pode conviver com taxas de juros que chegam a 450% no cheque especial e 580% ao ano no cartão de crédito”, salienta.

Donizét pontua também que não há notícias de algum país que cresceu e prosperou convivendo pacificamente com a agiotagem legalizada dos bancos. “Enquanto os bancos remuneram o capital a juros que giram em torno dos 0.4 a 0.6 só mês emprestam esse mesmo dinheiro a juros que giram em torno dos 14% ao mês. O Brasil precisa de quimioterapia, não de analgésicos” finaliza.

Serviço

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