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De olho na Crise Mundial: ANDIF orienta cautela antes de comprar ou fazer um financiamento

Pesquisa recente da Fecomercio mostra que as famílias paulistanas, por exemplo, estão cada vez mais se endividando.

Publicação: 13/09/2011
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O cenário da economia mundial está passando mais uma vez por uma crise. Tudo começou na Grécia, quando o país teve que obter pacotes de resgate porque estava tendo dificuldades em obter dinheiro para quitar suas dívidas, assim o país recorreu ao FMI e a União Européia para conseguir sobressair. A finalidade era que com o pacote a Grécia tivesse tempo para melhorar sua economia, o que diminuiria os custos para que obtivessem dinheiro no mercado.
Mas isso não aconteceu, a Grécia continuou gastando e se endividando e com os calotes, prejudicando a União Européia e refletindo no mundo. Os Estados Unidos por sua vez teve sua economia abalada desde 2008 e para conter essa crise o governo americano precisou se endividar para melhorar a economia na época. Contudo, no momento é preciso pagar parte das dívidas pendentes e sem dinheiro em caixa não tem como efetuar o pagamento, por isso ouvimos falar no calote americano.
A queda das bolsas mundiais vem em consequência disso, todos que investem nas ações americanas não querem perder seu dinheiro, já que o país não consegue nem quitar suas dívidas.
Está crise que assusta o mundo pode afetar o Brasil,  porque o País é vulnerável às oscilações do mercado internacional. A inadimplência brasileira é um indicador preocupante. Pesquisa recente da Fecomercio mostra que as famílias paulistanas, por exemplo, estão cada vez mais se endividando. O número de endividados do mês de junho aumentou de 46,9% para 47,3% em julho --  o que corresponde a 12 mil novas famílias com contas a pagar. O Instituto Andif orienta que os consumidores devem ter muita cautela na hora de fazer uma nova dívida. A seguir, confira as dicas da ONG ANDIF:


Financiamento de imóveis e veículos
Em hipótese alguma devem ser financiados neste momento de crise internacional. Isto porque as taxas destes financiamentos embutem juros abusivos. Convém fazer uma poupança regular e pagar o bem à vista.Por exemplo, um financiamento de um veículo zero quilômetro no valor de R$ 28 mil, no prazo de 60 meses custará R$ 56 mil. Ao término do financiamento – cinco anos depois – o valor desse veículo girará em torno de R$ 12 mil. Os imóveis só devem ser financiados quando há certeza absoluta da manutenção do emprego ou regularidade de entrada de  recursos financeiros. O atraso de três parcelas pode implicar na rescisão unilateral e definitiva do contrato de financiamento.

Juros abusivos
Por falta de uma legislação específica, as Administradoras de Cartões de  créditos praticam as mais altas taxas de juros do mercado, algo em torno de 427% ao ano. Se o consumidor pagar apenas o mínimo da fatura, não estará reduzindo o montante mas arrolando a dívida indefinidamente. No caso do Juros de mora (por atraso no pagamento da dívida), não pode ser  cobrado mais que 2% sobre o montante devido, esta é uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Com relação aos Juros sobre juros, essa cobrança é proibida desde 1933 pelo Decreto 22.626, a chamada Lei de Usura.
Entendimento recente dos nossos Tribunais dispõe que só podem ser cobrados juros sobre juros vencidos a cada ano.

Cheque especial
O limite de crédito concedido pelo banco varia de acordo com a renda do cliente e com a avaliação de risco feita pela instituição financeira. Por vezes, o consumidor acaba incorporando o valor do cheque especial à renda mensal, e passam a usá-lo sempre. Os juros médios praticados nessa modalidade chegam a 176,7% ao ano, se extrapolar o limite estipulado podem chegar a 482% ao ano. Portanto, evite entrar no limite do cheque especial e só conte com ele em situações de emergência.


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