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Que métodos funcionam contra Aedes? Veja diferença entre repelentes

DEET, IR3535 e icaridina são substâncias recomendadas pela OMS. Vitamina do complexo B não tem eficácia comprovada contra mosquito.

Publicação: 21/01/2016
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Ainda há muita dúvida sobre como se proteger individualmente das picadas do Aedes aegypti, vetor de dengue, zika e chikungunya. A grande variedade de repelentes disponíveis no mercado – só no Brasil, existem 122 com registro na Anvisa – faz a população se questionar se todos teriam a mesma eficácia contra o mosquito.

Mesmo os especialistas e os órgãos reguladores divergem em suas recomendações. Este mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária pediu que a população denuncie repelentes que tenham falhado ou provocado efeitos adversos.

Outras práticas disseminadas no país contra o Aedes, como o uso de vitaminas do complexo B, também geram confusão entre o público leigo. Veja perguntas e respostas sobre essas práticas:

QUAIS SÃO OS REPELENTES APROVADOS NO BRASIL?
Há 122 produtos registrados na Anvisa como repelentes para a pele. Eles têm quatro substâncias ativas:

- DEET (também conhecido como N,N-dimetil-meta-toluamida ou N,N-dimetil-3-metilbenzamida)

- IR3535 (também conhecido como etil butilacetilaminopropionato ou EBAAP)

- Icaridina (também conhecido como hidroxietil isobutil-piperidina carboxilato ou picaridina)

- Plantas do gênero Cymbopogon (citronela)

TODOS TÊM O MESMO PODER CONTRA O AEDES?
Segundo a Anvisa, “todos os produtos registrados tiveram sua eficácia comprovada para ação em mosquitos da espécie Aedes aegypti”. É importante observar que o efeito de cada produto tem duração diferente e que as instruções de uso contidas no rótulo devem ser seguidas.

Porém, a eficácia dos repelentes pode variar de mosquito para mosquito. Segundo a infectologista Nancy Bellei, coordenadora do Comitê Científico de Virologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), estudos realizados até o momento sugerem que a alternativa mais eficaz contra o Aedes sejam os repelentes a base de icaridina com concentração de 25%.

No caso do DEET, por exemplo, os principais estudos de eficácia foram feitos com mosquitos Anopheles (vetor da malária) e Culex (o pernilongo comum) e mostram que repelentes a base de DEET com concentração de 15% são eficazes por 5 horas, em média.

“Os estudos não foram feitos com Aedes e se referem a uma concentração maior que 15%. No Brasil, a maior parte dos repelentes a base de DEET tem concentração em torno de 10%, portanto não garantiriam essa proteção”, diz Nancy. A especialista cita ainda um estudo publicado em 2013 na revista científica “Plos One” que indica que o Aedes aegypti desenvolve um tipo de tolerância ao DEET quando exposto ao repelente por um período prolongado.

Fonte: G1
Foto: AFP Photo/Patrice Coppee



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