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Brasil e a violência

Publicação: 17/02/2016
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Brasil e a Violência

   O crime organizado do Rio de Janeiro e São Paulo já ultrapassaram os limites do tolerável. Asseverar que nenhum país sério pode conviver com os atuais níveis de violência equivale a repisar a retórica do óbvio.

   Desde que o Brasil foi descoberto em 1.500 até os dias de hoje, sempre foi colônia de exploração. Portugal principiou por explorar o pau-brasil, posteriormente, ouro, prata e pedras preciosas. Quando Portugal cedeu à força do Império francês, outros predadores de além mar aportaram por estas bandas e prosseguiram na deleitosa labuta de explorar riquezas alheias.

  A flora brasileira até hoje fornece madeira de lei para EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Holanda, Japão e outros países ricos. Mineradoras desses mesmos países, em busca de minérios, revolvem nosso solo 24 horas por dia. O Brasil exporta matéria prima a preço vil e é obrigado a importar produto industrializado a peso de ouro.

   Com enorme sacrifício o País tenta estruturar um parque industrial para competir internacionalmente em busca da tão sonhada emancipação econômica. Aí, tromba com as barreiras tarifárias impostas pelos seus eternos exploradores que não querem sua independência.

   Além dos predadores estrangeiros, nosso País convive com os predadores nacionais que extorquem a população, as empresas e o próprio Estado diuturnamente com a cobrança criminosa de juros abusivos. Não se tem notícia de País que tenha se emancipado economicamente sendo sugado diuturnamente por agiotas.

   Pelo seu imenso território, o Brasil é um país de vocação agrícola e turística. O governo, no entanto, abandonou a agricultura, desconhece o turismo e apostou na indústria que não consegue dar emprego a todos. Os jovens abandonam o campo e sonham em viver nas grandes megalópolis do país que não tem mais como abrigar tanta gente. Lá chegando não encontra emprego, tampouco lugar para ficar. Ficam pelas ruas ou em casas de parentes. Mais cedo ou mais tarde caem no crime em busca de dinheiro.

   A Capital do Estado de São Paulo, com uma população economicamente ativa de cerca de 7 milhões, conta com 3 milhões de desempregados. Estima-se que, no País inteiro, 35 milhões de brasileiros procuram emprego.

   A violência é produto dessa realidade social. 70% da população carcerária tem entre 18 e 23 anos de idade. Delitos praticados: furto, roubo, tráfico e estelionato – CRIMES SOCIAIS.

   Nas ruas, combatendo o crime, policiais despreparados, violentos e mal pagos, ganhando em média UU$ 300,00 por mês - salário insuficiente sequer para alugar um imóvel na periferia. Curiosamente, para melhorar a paisagem urbana, os governantes beneficiam famílias que vivem em favelas com “Singapuras” ou “minha casa minha vida” e deixam os homens que cuidam da segurança vivendo pelas periferias em favelas e cortiços. Vilas militares destinadas aos soldados carentes sequer são cogitadas.

   Lamentavelmente, no Brasil o cidadão não delinque por opção. Por estas bandas o crime é meio de subsistência e sua extinção, depende da reversão do quadr

o social de miséria que o País vive.

 

 

Donizét Píton



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